Como tirar o AVCB MG: Guia Completo Passo a Passo

1 de abril de 2026
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Para tirar o AVCB em Minas Gerais, o responsável pela edificação precisa cadastrar o imóvel no sistema Infoscip, elaborar ou contratar um Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP), executar as medidas exigidas e solicitar a vistoria do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Após a aprovação, o certificado é emitido eletronicamente pela plataforma Redesim-MG.

O processo pode parecer burocrático à primeira vista, mas segue uma lógica clara: cada edificação é avaliada conforme seu porte e nível de risco, e as exigências são proporcionais a esse risco. Entender essa lógica facilita muito o caminho até a obtenção do documento.

Este guia reúne tudo o que você precisa saber: quem é obrigado a ter o certificado, quais documentos são necessários, como funciona o passo a passo pelo sistema do CBMMG, quanto custa, qual é a validade e o que fazer na renovação. Se você está tentando regularizar um imóvel comercial, um condomínio ou qualquer outra edificação em MG, as respostas estão aqui.

O que é o AVCB do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais?

O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, mais conhecido pela sigla AVCB, é o documento oficial que atesta que uma edificação atende às normas de segurança contra incêndio e pânico estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros Militar. Em Minas Gerais, o órgão responsável por emitir esse certificado é o CBMMG, com base nas exigências do Decreto Estadual nº 44.270/2006 e demais normas técnicas aplicáveis.

Na prática, o certificado comprova que o imóvel passou por vistoria, que possui as instalações de combate e prevenção a incêndio exigidas para o seu tipo e porte, e que está em conformidade legal. Sem ele, a edificação pode ser considerada irregular perante os bombeiros, os órgãos municipais de licenciamento e as seguradoras.

Para entender melhor o significado técnico e legal desse documento, vale conferir o que é o AVCB e para que ele serve antes de iniciar o processo de regularização.

No contexto de MG, o certificado é obtido após a análise do projeto de segurança, execução das medidas exigidas e vistoria presencial ou remota, conforme o nível de risco da edificação. O processo é gerenciado pelo sistema Infoscip e integrado à plataforma Redesim-MG para emissão eletrônica do documento.

Quem é obrigado a ter o AVCB em Minas Gerais?

A obrigatoriedade do AVCB em Minas Gerais recai sobre edificações e áreas de risco que se enquadram nas categorias previstas na legislação estadual. De forma geral, estão obrigadas a obter o certificado:

  • Edificações comerciais, industriais e de serviços com área construída acima dos limites mínimos estabelecidos por ocupação
  • Condomínios residenciais verticais com determinado número de pavimentos ou área total
  • Estabelecimentos de saúde, educação, hospedagem e locais de reunião de público
  • Depósitos e armazéns com materiais inflamáveis ou de alto risco
  • Eventos temporários de grande porte, dependendo da estrutura utilizada

A classificação de obrigatoriedade leva em conta a ocupação do imóvel (qual é a atividade exercida) e a área construída. Pequenas edificações de baixo risco podem ser enquadradas no regime simplificado do CLCB, que trataremos mais adiante.

Se você tem dúvida sobre se o seu imóvel é obrigado a ter o certificado, saiba quem pode e deve tirar o AVCB para entender os critérios com mais detalhes.

Vale lembrar que a exigência também pode vir de outros agentes: bancos cobram o documento para liberar financiamentos, seguradoras exigem para cobrir sinistros e prefeituras solicitam para emitir alvarás de funcionamento.

Quais são as classificações de risco de incêndio?

Em Minas Gerais, o Corpo de Bombeiros classifica as edificações em níveis de risco, e essa classificação define diretamente quais medidas de segurança são exigidas, quais documentos precisam ser apresentados e como se dará o processo de vistoria. A lógica é simples: quanto maior o risco, mais rigorosas são as exigências.

A classificação considera fatores como o tipo de ocupação, a área construída, a altura da edificação, a carga de incêndio (quantidade de material combustível) e a presença de público. A seguir, os três níveis principais.

Nível de Risco I: Baixo Risco

As edificações de risco I são aquelas com menor potencial de geração e propagação de incêndio. Geralmente se encaixam aqui pequenos comércios, escritórios de baixo movimento, residências unifamiliares e outras ocupações com área reduzida e carga de incêndio moderada.

Para esse nível, as exigências costumam ser mais simplificadas. Em muitos casos, o imóvel pode se enquadrar no regime do CLCB em vez do AVCB completo, dependendo da ocupação e da área total. As medidas de segurança básicas incluem extintores, sinalização de emergência e iluminação de saída.

A vistoria para edificações de baixo risco tende a ser mais ágil, e o processo administrativo é menos complexo do que nos demais níveis.

Nível de Risco II: Médio Risco

O risco II abrange edificações de porte médio, como supermercados, escolas, hotéis de pequeno porte, clínicas e galpões industriais com atividades convencionais. A presença de público em maior quantidade ou o uso de materiais com inflamabilidade moderada são fatores que elevam o enquadramento para esse nível.

Nessa categoria, o projeto de segurança contra incêndio já precisa ser mais detalhado, prevendo sistemas como hidrantes, alarmes de incêndio, iluminação de emergência e rotas de fuga dimensionadas adequadamente. A elaboração do PSCIP por um profissional habilitado é indispensável.

A vistoria do CBMMG para edificações de médio risco é mais criteriosa, verificando a conformidade entre o projeto aprovado e as instalações efetivamente executadas.

Nível de Risco III: Alto Risco

As edificações de risco III são aquelas com maior potencial de geração e propagação de incêndios graves. Entram nessa categoria hospitais, shopping centers, indústrias com materiais altamente inflamáveis, edificações de grande altura, casas noturnas e armazéns com produtos perigosos.

Para esse nível, as exigências são as mais rigorosas do regulamento estadual. O projeto de segurança deve contemplar sistemas automáticos de supressão (como sprinklers), centrais de alarme, brigadas de incêndio treinadas, planos de emergência e, em alguns casos, sistemas de pressurização de escadas e controle de fumaça.

O processo de licenciamento para edificações de alto risco é mais demorado e exige acompanhamento técnico especializado desde a fase de projeto até a vistoria final. Contar com uma assessoria experiente nessa etapa reduz significativamente o risco de reprovação e retrabalho.

Como funciona o processo de licenciamento pelo Infoscip?

O Infoscip é o sistema informatizado do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais para gestão do licenciamento de segurança contra incêndio e pânico. É por meio dele que todo o processo de obtenção do AVCB é conduzido, desde o cadastro inicial da edificação até a emissão do certificado.

O funcionamento segue etapas bem definidas:

  1. Cadastro da edificação: o responsável pelo imóvel ou o profissional técnico habilitado acessa o Infoscip e registra os dados da edificação, incluindo ocupação, área, altura e localização.
  2. Classificação automática: com base nos dados inseridos, o sistema classifica o nível de risco e indica quais medidas de segurança são obrigatórias.
  3. Protocolo do PSCIP: o projeto técnico de segurança é enviado pelo sistema para análise prévia do CBMMG.
  4. Análise e aprovação do projeto: os técnicos do Corpo de Bombeiros avaliam o projeto e emitem parecer. Eventuais ajustes são solicitados por meio do próprio sistema.
  5. Execução das medidas: após a aprovação do projeto, as instalações precisam ser executadas conforme o que foi aprovado.
  6. Solicitação de vistoria: com as obras concluídas, o responsável solicita a vistoria pelo Infoscip.
  7. Vistoria e emissão do AVCB: o Corpo de Bombeiros realiza a vistoria presencial. Estando tudo conforme, o certificado é emitido eletronicamente e integrado à Redesim-MG.

Todo o histórico do processo fica registrado no sistema, o que facilita o acompanhamento e a renovação futura do certificado.

Qual a documentação necessária para o PSCIP?

O Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) é o documento técnico central do processo. Ele deve ser elaborado por engenheiro ou arquiteto devidamente registrado no CREA ou CAU e habilitado junto ao CBMMG. A documentação exigida para protocolo varia conforme o nível de risco, mas de forma geral inclui:

  • Formulário de requerimento preenchido no Infoscip
  • Planta baixa da edificação com indicação de todas as medidas de segurança projetadas (rotas de fuga, extintores, hidrantes, detectores, entre outros)
  • Memorial descritivo e memorial de cálculo das instalações
  • ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT do profissional responsável pelo projeto
  • Documento de identificação do responsável pelo imóvel ou procuração, se for representado por terceiro
  • Comprovante de pagamento da taxa de análise ao CBMMG

Para edificações de risco III ou com sistemas especiais (sprinklers, pressurização, controle de fumaça), a documentação técnica é mais extensa e pode exigir laudos complementares e projetos específicos por sistema.

A qualidade e completude do projeto são determinantes para a aprovação sem ressalvas. Projetos incompletos ou com inconsistências técnicas resultam em exigências que atrasam o processo. Por isso, contar com um profissional experiente na elaboração do PSCIP faz diferença prática no prazo total até a emissão do AVCB.

Passo a Passo: Como solicitar o AVCB pela Redesim-MG?

A integração entre o Infoscip e a Redesim-MG permite que o AVCB seja solicitado e emitido de forma totalmente eletrônica. Veja o passo a passo prático:

  1. Acesse o portal Redesim-MG e crie um login ou utilize o acesso já existente com CPF/CNPJ.
  2. Inicie o processo pelo Infoscip, cadastrando a edificação com todos os dados solicitados (endereço, área, tipo de ocupação, número de pavimentos).
  3. Classifique a edificação conforme as instruções do sistema. A classificação de risco é gerada automaticamente com base nos dados informados.
  4. Contrate um profissional habilitado para elaborar o PSCIP e registre o técnico responsável no sistema.
  5. Protocole o projeto no Infoscip, anexando todos os documentos técnicos exigidos e realizando o pagamento da taxa correspondente.
  6. Acompanhe a análise pelo painel do sistema. Eventuais exigências do CBMMG chegam por meio de notificações na plataforma.
  7. Execute as obras e instalações conforme o projeto aprovado.
  8. Solicite a vistoria pelo Infoscip, informando que as medidas foram implementadas.
  9. Receba o AVCB eletronicamente após a aprovação na vistoria. O documento fica disponível para download na plataforma.

Em caso de dúvidas durante o processo, o CBMMG disponibiliza canais de atendimento e, em muitos municípios, a possibilidade de agendamento para orientação presencial.

Quanto custa a taxa do Corpo de Bombeiros em MG?

O processo de obtenção do AVCB em Minas Gerais envolve o pagamento de taxas ao CBMMG, que são calculadas com base em critérios como a área da edificação, o nível de risco e o tipo de serviço solicitado (análise de projeto, vistoria, renovação). Os valores são definidos em tabela própria do Corpo de Bombeiros e podem ser consultados diretamente no portal do CBMMG ou no sistema Infoscip no momento do protocolo.

Além das taxas oficiais dos bombeiros, o custo total do processo inclui outros itens que variam caso a caso:

  • Honorários do engenheiro ou arquiteto responsável pelo PSCIP
  • Custo das instalações e equipamentos exigidos (extintores, hidrantes, sprinklers, sinalização, iluminação de emergência)
  • ART ou RRT do profissional responsável
  • Eventuais adequações na estrutura física do imóvel

É importante não confundir a taxa do Corpo de Bombeiros com a taxa de fiscalização de estabelecimentos, que tem natureza e base de cálculo distintas.

O investimento total varia muito conforme o porte do imóvel e as medidas que precisam ser instaladas. Para edificações que já possuem parte das instalações em dia, o custo se concentra nas taxas e no projeto. Para imóveis que precisam de adequação completa, o valor das obras pode ser a parcela mais relevante do custo.

Qual a validade do certificado AVCB em Minas Gerais?

O AVCB emitido pelo CBMMG tem validade determinada, e essa validade varia conforme o nível de risco da edificação. De forma geral, certificados de edificações com risco mais elevado tendem a ter prazo de validade menor, exigindo renovações com maior frequência.

As faixas de validade mais comuns praticadas em MG são:

  • Risco I (baixo): validade mais longa, podendo chegar a vários anos
  • Risco II (médio): validade intermediária
  • Risco III (alto): validade mais curta, com renovações mais frequentes

Os prazos exatos são definidos na tabela do CBMMG e podem ser consultados no próprio certificado emitido ou no sistema Infoscip. É importante não esperar o vencimento para iniciar o processo de renovação, pois atrasos na regularização podem gerar multas e impedir a renovação de outros documentos que dependem do AVCB, como alvarás municipais.

Manter o controle da data de vencimento do certificado é uma prática de gestão essencial, especialmente para empresas que operam em imóveis próprios ou gerenciam múltiplos estabelecimentos.

Qual a diferença entre AVCB e CLCB?

O CLCB (Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros) é um documento mais simplificado, destinado a edificações de menor porte e menor risco. Enquanto o AVCB exige análise de projeto técnico e vistoria presencial, o CLCB é emitido com base em declaração do responsável e pode dispensar a vistoria presencial em alguns casos.

As principais diferenças entre os dois documentos são:

  • Porte da edificação: o CLCB se aplica a imóveis menores; o AVCB cobre edificações de médio e grande porte
  • Complexidade do processo: o CLCB tem tramitação mais simples e rápida
  • Exigências técnicas: o AVCB exige PSCIP elaborado por profissional habilitado; o CLCB pode ser solicitado com documentação simplificada
  • Vistoria: o AVCB sempre envolve vistoria do CBMMG; no CLCB, a vistoria pode ser dispensada dependendo do risco

Para saber qual dos dois documentos se aplica ao seu imóvel, é preciso verificar a classificação de ocupação e a área construída conforme as normas do CBMMG. Entenda melhor o que é o CLCB do Corpo de Bombeiros e como ele se diferencia do AVCB na prática.

Escolher o documento errado para o seu tipo de edificação pode resultar em retrabalho, perda de tempo e cobranças indevidas. A orientação de um profissional especializado evita esse tipo de erro logo no início do processo.

O que acontece se a edificação não tiver o AVCB?

Operar sem o AVCB válido em Minas Gerais expõe o responsável pelo imóvel a uma série de consequências legais, financeiras e operacionais. As principais são:

  • Autuação e multa pelo Corpo de Bombeiros Militar, com valores que aumentam conforme a reincidência e o nível de risco da edificação
  • Embargo ou interdição do estabelecimento, com determinação de paralisação das atividades até a regularização
  • Negativa de alvará de funcionamento pela prefeitura, impedindo a legalização do negócio
  • Recusa de cobertura por seguradoras em caso de sinistro envolvendo incêndio, uma vez que a ausência do certificado configura irregularidade
  • Responsabilização civil e criminal do proprietário ou gestor em caso de acidente com vítimas, especialmente se ficar comprovado que a falta de medidas de segurança contribuiu para o evento

Além das consequências diretas, a irregularidade também impacta operações financeiras: bancos costumam exigir o AVCB para concessão de crédito com garantia imobiliária, e contratos de locação comercial frequentemente incluem essa obrigação entre as responsabilidades do locatário.

A regularização preventiva é sempre menos custosa do que lidar com as consequências de uma autuação ou, pior, de um acidente. Empresas especializadas em assessoria técnica para obtenção do AVCB, como a Equipe Prevenção, atuam justamente para antecipar esses riscos e conduzir o processo de forma eficiente.

Como fazer a renovação do AVCB em Minas Gerais?

A renovação do AVCB em MG segue um processo semelhante ao da obtenção inicial, mas tende a ser mais ágil quando a edificação já está adequada e não passou por reformas ou mudanças de uso desde a última vistoria.

O passo a passo básico para a renovação é:

  1. Acesse o Infoscip com os dados da edificação já cadastrada e inicie o processo de renovação antes do vencimento do certificado atual.
  2. Verifique se houve alterações na edificação desde a última aprovação. Reformas, ampliações ou mudança de ocupação podem exigir atualização do PSCIP.
  3. Confirme que as instalações estão em conformidade com o projeto aprovado anteriormente. Equipamentos danificados, vencidos ou removidos precisam ser substituídos ou reativados antes da vistoria.
  4. Protocole a solicitação de renovação no sistema, anexando os documentos exigidos e pagando a taxa correspondente.
  5. Aguarde a vistoria do CBMMG e receba o novo certificado após a aprovação.

Para um guia detalhado sobre esse processo, confira o passo a passo completo para renovar o AVCB pela internet.

A Equipe Prevenção oferece assessoria técnica completa tanto para a obtenção quanto para a renovação do AVCB, atuando desde a análise inicial da edificação até o acompanhamento da vistoria. Com profissionais experientes no processo do CBMMG, a empresa ajuda a evitar exigências desnecessárias, reduzir prazos e garantir que o imóvel mantenha sua conformidade legal de forma contínua.